quinta-feira, 15 de novembro de 2007

BIFURCAÇÕES CONVERGENTES

Tudo está em todas as partes.

Qualquer coisa é todas as coisas.

O Sol é todas as estrelas,

e cada estrela é toda estrela e o Sol.

O que um homem faz é como se todos os homens o fizessem.

Qualquer homem é todo o homem.

Um homem que se desloca modifica as formas que o circundam.

Por isso não é injusto que uma desobediência num jardim longínquo contamine o gênero humano;

por isso não é injusto que a crucifixão de um só judeu cristificado baste para salvar os homens.

O certo é que, tarde ou cedo, todo homem realizará todas as coisas e saberá tudo.

Enquanto dormimos aqui, estamos despertos em outro lado e assim cada homem é dois homens.

O presente é indefinido,

o futuro não tem realidade senão como esperança presente.

o passado não tem realidade senão como lembrança presente.

então, é razoável admitir que tudo, tanto em cima como embaixo, obedece ao plano destinado a ser decifrado pelo homem, no decorrer de sua subida, pelo caminho da volta para a não-existência.

Vilemar F. Costa

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