quarta-feira, 16 de janeiro de 2008






PENSARES

Vilemar F. Costa

No filme, 2001, uma odisséia no espaço, um computador chamado Hall toma conta das pessoas, das vidas, dos amores, tem tudo arquivado em pastas e vai moldando e montando a ficção da realidade. Até que um humano que se manteve como tal vai lá e desliga Hall.

O mal do mundo contemporâneo: "televisão”.

As reportagens raramente apresentam matérias contextualizadas

Os porquês desaparecem e dão lugar ao sensacionalismo, mais eficaz para prender a audiência e, consequentemente, faturar com a venda de espaços publicitários.

Mente sobre tudo e setenta por cento das grandes empresas de comunicação do mundo estão em mãos de cinco grupos.

Todos os dias somos bombardeados por comerciais divulgando marcas. Compramos muito além das nossas necessidades e raramente paramos para pensar sobre isso.

O mundo vira espetáculo do espetáculo da comunicação.

Agora, a grande expectativa é o BBB-8. Em cada dez pessoas com quem você conversar, pelo menos sete vai puxar o assunto sobre algum dos participantes.

O brasileiro é um dos que mais assistem tevê em todo o mundo, média de 08 horas por dia. Televisão ou é “fábrica de doidos” como dizia Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) ou, instrumento maior do processo de alienação.

Ou seja, a média de horas passadas à frente de um televisor é das mais altas do mundo e a imensa e esmagadora maioria dos cidadãos não tem a menor idéia do que se passa de real, no seu próprio País.

A atenção e a concentração, a capacidade de abstração intelectual e de exercício do pensamento, foram destruídas, de modo que prevalecem o imediatismo impensado, a reação instintiva.

O não pensar é uma realidade. As pessoas não pensam hoje. Tão somente vestem uma roupa de gente pela manhã e se despem à noite, quando encontram a realidade real da brutalidade de ser objeto.

O cidadão comum perde a noção da família, da sua comunidade do outro, que é substituída, pelo olhar irresponsável, por uma contemplação superficial, despreocupada e satisfeita.

O mote é a explosão do status pessoal, e isso não tem preço.

Por isso se preciso vende a mãe para alcançar o tal status pessoal.

Posto isso, a palavra chave do mundo é amor. A humanidade como tal está fadada a desaparecer nesse desvario tecnológico e de informação, onde seres são transformados em mercadoria e têm vergonha de sentimentos.

É através do amor que retomaremos a compreensão espaço-temporal do homem e a sua perspectiva histórica e nos capacitaremos a construir pontes entre nós e o outro.

O medo do amor começa a matar a pessoa.

Vilemar F. Costa

sábado, 12 de janeiro de 2008








A HORA SE FAZ E NÃO ESPERA ACONTECER

OU

UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL; JUNTOS SOMOS FORTES

As relações intra e inter-humanas nunca mais foram as mesmas a partir do ano de 1917 quando acontece a Revolução Russa, evento espontâneo e sem lideranças, comparável à Revolução Francesa e um dos frutos do Manifesto Comunista de Marx e Engels.

Nesse mesmo ano C.G. Jung publica seus mais importantes estudos em livros que culminaram no livro Estudos Psicológicos em 1920 onde, segundo ele disse: “busca entender as relações do homem com outros homens, com as coisas e com o mundo e aprofunda a paixão em conhecer a alma humana”.

No entremeio do ciclo cinqüentenário (1917 – 1967), após o final da segunda guerra, o julgamento de Nuremberg marca revolucionariamente a história do Direito e das responsabilidades com a vida e com o cuidar do outro : “ordens superiores” não justificam matanças, torturas, genocídios, estabeleceu-se ali um limite moral ao poder.

Em 1967 – CINCOENTA ANOS DEPOIS, (o significativo numero cinqüenta) - firma-se a revolução BEAT, HIPPIE, e a humanidade já não será a mesma ao olhar o outro, nascem novos valores, novas percepções, a alteridade, o amor, a liberdade e a fraternidade ressurgem cíclica, espiralar e evolutivamente.

Forma-se ali então, a ampliação e o enriquecimento da liberdade individual, a superação de divisões, a libertação do corpo e da sexualidade, do antiautoritarismo no plano da vida e do cotidiano, a ampliação da consciência e a valorização do conhecimento revelado.

Vivemos agora, em 2008, (09 anos antes do ano 2017, o ano marco do Ciclo dos 50 anos) o inicio do período gestacional - 09 anos foram necessários na preparação para o advento da outra volta no parafuso : período de 1958 até 1967 época em que pontificaram as liberdades individuais, o movimento negro, Rithyms & Blues, Blues, Country, Rock And Roll, revolução sexual, feminismo, Bossa Nova, Tropicália, Existencialismo - para, seguindo o ciclo dos cincoenta anos, ocorrer a prevista nova mudança entre o homem, a humanidade e seu Destino, lembrando que essa passagem foi também prevista nas Profecias Maias porém datada para ocorrer por volta do final do ano de 2012. ( Novembro de 2012 ).

Muitos teimam em estar fora da Nona Hora (periodo gestacional entre os anos de 2008 até 20017).

Outros não compreenderão o advento da Quarta Hora ( os 04 anos que nos faltam para o ano de 2012).

Os demais não captam que Ética, Moral, Salvação, Redenção, nada disso tornar-se-á efeito sem o Húmus cuidando do Húmus, sem que Adam, cuidando da sua humanidade e de sua terra, gere um Caim que cuide de Abel e lhe preserve a vida.

Nada frutificará sem que se perceba que reside na libertação das ilusões religiosas, partidárias, morais e intelectuais, a esperança de um mundo novo, ou como disse Nietzsche: “ ...Há tantas auroras que não brilharam ainda.”

O Homem é terra – Húmus – e é a partir da Terra que fazemos a travessia para o Céu, para o Além, para o Transcendente, para o Metafísico, para o que está além do corpo.

Assim, não haverá Céu se não cuidarmos da Terra, do Adam que reside no outro, do pó ao lado.

Não haverá Salvação ou Redenção e nenhuma Esperança, sem as marcas da alteridade, da solidariedade, da fraternidade, igualdade e liberdade e da humanidade.

Não haverá salvação no Céu sem a salvação na Terra.

E a salvação na Terra não cai do Céu, ela de nós se aproxima quando cuidamos do ser e de ser Humano, ser Húmus, ser Adam responsável pelo Jardim do Éden, pois assim foi dito : que o homem cuide do homem e de toda a Criação.

E o princípio é tornar-se homem com humanidade, homem antes que santo ou anjo, atingir a plenitude da humanidade para a qual fomos criados e a que nos é destinado ser.

Vilemar F. Costa