segunda-feira, 3 de março de 2008

SESMARIAS E PODER

Ensinar não é encher jarros, mas sim acender fogueiras.

O Brasil ainda vive na época das sesmarias.

Fundou-se o Brasil nas capitanias hereditárias - (curiosamente reproduzidas nos partidos políticos, especialmente no DEM, cujos mandatos e suplentes se esvaem de pais e tios para filhos e sobrinhos, mas também nas empresas ditas familiares, motivo de muitos fracassos e falências das mesmas) -, nas grandes propriedades, nos grandes latifúndios, as quais criaram a estrutura de poder e de cultura do senhor do engenho, do dono dos cafezais, dos donos de senzalas, dos feitores que ainda hoje repercutem na sociedade produtiva, nas elites proprietárias de melhores condições econômico-financeiras, espargindo efeitos sobre as elites das classes militar e acadêmica. Todas se achando donas de privilégios, pai-patrão de pessoas e entidades, e assumindo-se como seres especiais, entronando-se como possuidores de um especial e real saber, de nobre e puro conhecimento e da cultura de fato, intitulando-se mandatários nobres por excelência, assumindo-se como os únicos aptos a serem dirigentes sendo portanto a espécie qualificada para governar, os predestinados salvadores da Pátria.

Tudo que não for e não vier do meio social dessa elite oligarca e não for qualificado por ela não terá valor algum.

Daí vem a ojeriza da parte desses arautos da verdade salvadora, qual elite favorecida e predestinada, a tudo que tenda a favorecer ao coletivo, ao social, daí vem o racismo e preconceito disfarçados, a discriminação, com aqueles que ela considera como incultos, “famintos”, “sujos” ignorantes, “aqueles” “do andar de baixo”, que tem de estar sempre sob a tutela, guia e domínio dessa dita elite.

Daí o repúdio que essa “classe privilegiada” manifesta sempre que um governo ou uma liderança se coloca ao lado das classes menos favorecidas, quando há uma tendência ao estabelecimento de conquistas sociais, quando alguém olha os interesses coletivos, quando governos ou lideranças comunitárias, lutam pelo povo “do andar do meio” e pela maioria daqueles que estão no “andar de baixo” do edifício sócio-economico.

Tais questões de ordem social coletivas sempre são tachadas de “comunistas”, “esquerdistas”, demagógicas, populistas e assim mesmo quando essa elite de pais-patrões está de bom humor, pois quando o fígado lhes azeda, saiam debaixo porque aí vem mais uma “revoluçãozinha” a bem da “ordem” para salvar o País do “demônio” e “libertar” a nação daqueles que ousam sair do rumo explorador do “deus-capital”, para extirpar aqueles que ousam desobedecer seus poderes de mando e suas regalias de proprietários dos bens, produtos, pessoas e do cofre do Estado.

Essa é o conceito, teoria e pensamento que a classe favorecida privilegiada dos oligarcas conservadores leva ao ocuparem o poder público, ao tomarem assento nos cargos e encargos representativos, nomeados ou designados, nas esferas municipais, estaduais e federais.

Agem neles como se fossem a própria aristocracia escravista rural do feudalismo de antanho, restringindo e excluindo toda e qualquer conquista individual, social e coletiva dos seus “escravos” subalternos.

Essa mesma classe elitista conservadora, denominando-se liberal, trata os conceitos constitucionais universais de alimentação, saúde, educação e moradias públicas, não como um direito inerente à pessoa humana, mas como uma vertente do consumo, como um direito a ser adquirido segundo certos privilégios especiais, e condições definidas e delimitadas por eles, elite favorecida liberal e seus interesses, prerrogativas e parâmetros econômicos financeiros, e não pelos interesses da sociedade e da nação.

Não há nenhuma preocupação por parte dela, elite monolítica e cristalizada, proprietária do capital e do poder econômico, em criar condições e oportunidades para a melhoria sócio-econômica dos seus “dependentes subalternos” do “andar de baixo”.

Não há nenhuma intenção em construir ecleticamente, formas adequadas de convivência entre as diversas classes da sociedade multicultural brasileira.

Vale ressaltar que não é condição necessária ser “esquerdista”, socialista, anarquista, religioso ou adepto da classe trabalhadora para amar, atuar e criar vínculos efetivos e reais com os desvalidos e desfavorecidos. Não é preciso ter as etiquetas e rótulos marginais acima citados para lutar e defender os favelados, os sem tetos, os sem educação de qualidade, os sem trabalho digno e dignamente remunerados, pelos os que dormitam à sombra das marquises e nos bancos de praças, pelos sem justiça igualitária e reta, pelos índios, pelos negros, pelas minorias políticas, sociais, culturais e sexuais.

É bastante apenas que se proponha a ser cidadão, desejar ser humano na dignidade de nossa humanidade primeva, ter civilidade e senso comunitário, basta querer justiça, política social equitativa e sonhar com um mundo ideológico, político e econômico, fraterno e igualitário, mas acima de tudo ter vontade, potencia e honestidade em acertar o caminho do Bom, do Bem, do Belo e do Verdadeiro.

Vilemar F. Costa .’.

O TEMPLO - UMA INTERSEÇÃO

O TEMPLO - UMA INTERSECÇÃO ENTRE O CÉU E A TERRA
“Não sabeis que sois templo de Deus, que o espírito de Deus habita em vós?” (I Cor.3)
Antes que o homem dominasse a arte da construção, o mundo era todo ele a morada da Divindade.
Com o advento da arte de construir, o homem transferiu os elementos naturais para o interior das casas erguidas para tal fim.
As arvores transformam-se em colunas, o céu em teto, a pedra em altar, a nascente de água em pia.
Mais tarde quando o Templo passou a evocar a Jerusalém Celeste, as janelas representavam a hospitalidade e a caridade, os vitrais as sagradas escrituras, o pavimento o fundamento da fé, as vigas os princípios do mundo e assim por diante.
Templo (do latim : templum) é um edifício consagrado, lugar respeitável e sagrado, e num sentido mais profundo, um templo é a habitação de Deus, local de contemplação e da presença divina.
Na antiguidade significava particularmente o quadrado imaginário traçado pelo sacerdote, através de linhas imaginárias, primeiro de leste a oeste e a seguir por outra perpendicular de norte a sul.
Fundamentais entre todos os povos e culturas, as origens dos templos se perdem nos primórdios da civilização humana desde os primeiros hominídeos nômades que idealizaram seus templos sob a abobada celeste no meio das florestas e savanas, passando pelos sumérios, babilônios, egípcios, gregos e romanos, tendo esses três últimos influenciado todas as culturas posteriores.
Fruto deste amálgama, tanto física quanto espiritual, metafísica e mística, das diversas contribuições das antigas civilizações, dos agrupamentos medievais surgiu o Templo Maçônico.
A construção dos templos na idade média era baseada na quadratura do círculo, evocando a Jerusalém Sagrada Apocalíptica conforme o livro Apocalipse de João capítulo 21 de 9 a 16.
O circulo e o quadrado são símbolos primordiais, o primeiro de Deus em sua Perfeição e Unidade ilimitada e o segundo o homem, o fundamento, a base estável imagem da Fidelidade, Imutabilidade e Eternidade de Deus
Interessante notar é que etimologicamente Templo deriva de cortar, talhar, que nos remete aos antigos construtores talhadores de pedra e ao simbolismo maçônico de “talhar a pedra”.
E no talhar da pedra, a Maçonaria se propõe a erguer templos morais e éticos, templos em honra das virtudes, templos sagrados onde sejam glorificados o Direito, a Justiça e a Verdade.
Seguindo essa linha de raciocínio e abstraindo o que concerne às formas físicas e estruturais de um templo, podemos perceber que o templo é também cada um de nós, abóbadas que recobrem um espírito e uma alma.
Buscando um significado de templo através das escrituras tradicionais, descobre-se na Bíblia que no levantar do Templo, não se ouvia o som do machado, dos martelos ou de qualquer outra ferramenta de metal, e que metais como ferro, cobre e ouro presentes na formação da matéria do homem, teriam sido trabalhados fora da área de construção do templo.
A questão dos metais que também estão presentes no sangue humano, é mais bem explicada na tradição gnóstica em que se revela o trabalho alquímico a ser feito no atanor cardíaco, para retificar ou melhor dizendo, fazer retornar o sangue ao seu composto original lucífero.
A simbologia desse trecho indica que na construção do Templo se faz uso de outros instrumentos que quase sempre não serão os instrumentos usados pelos homens no seu afã cotidiano, e que em alguns laboratórios serão usados instrumentos angélicos e divinos, não feitos pela mão humana.
A Bíblia ainda revela que madeiras, tecidos de linho, ouro e alguns outros materiais usados na construção do Templo vieram de “terras estrangeiras” (Líbano, Tiro, Fenícia, Egito, etc.) e que também a mão de obra especializada fôra estrangeira, emergindo daí um simbolismo que mostra a nossa condição de homens “exilados” neste plano mental e físico, homens submergidos no Egito deste baixo mundo, para os quais é necessário buscar materiais e instrumentos para o soerguimento de nosso templo além da realidade mental e física terrenas, que é preciso o esforço de laborar a terra do monte Tabor e, simultaneamente, voar acima do Gólgota junto dos seres angélicos.
Comprova-se também, por esta passagem, a assertiva da Tradição que fala serem os anjos os que poderão nos ajudar na obra templária.
Fica claro por esses símbolos que estamos todos enfermos e indefesos, que precisamos curar-nos para reconstruir o templo devastado e que para curar-nos precisamos de um medicamento externo a nós, algo como a elaboração do ouro dos alquimistas que purificará nosso coração, elevará nosso espírito ao Eterno, nos dotará de Força e Sabedoria, e nesse ponto a Beleza nos adornará.
Notamos também que em todas as tradições o templo é ainda símbolo do coração e, como o coração, o templo é um símbolo do centro, do Paraíso, da Terra Santa, coração que é ponto de partida na interação entre o Céu e a Terra e o ponto de regresso à Terra Verdadeira, o retorno à Terra Templária de que somos oriundos.
Vale saber que colocando o coração como sendo o templo interior, os Mestres da Sabedoria revelam ainda que a Jóia do Lótus no coração do homem é também o Sol Interior ao redor do qual deveriam fazer a circunvolução todos os componentes de nosso corpo.
Por outro lado, a questão que nos acompanha no Caminho é saber como o homem quedado será capaz de captar a Luz salvadora desse Sol e escapar para sempre do ciclo infinito da vida e da morte, da roda da fatalidade, o problema que se apresenta é saber como o homem caído se libertará da cadeia da Necessidade e encontrará a Palavra Perdida.
Mas a resposta vem sendo apontada desde tempos imemoriais por todos os Mestres.
A resposta soprada ao ouvido é que a panacéia se encontra no templo interior do coração, que essa fórmula incorpora o Espírito ígneo que une o céu à terra, que o templo interior do coração é o ponto onde reside a parte do nome de Deus que está em nós.
Os ensinamentos dos Iluminados mostram sempre que a reconstrução do templo interior no coração do homem é a solução para o homem caído se erguer, o pólo receptor que captará a Luz Ígnea de seu Sol Interior e que o libertará da roda do Samsara pela prática do Amor e da Verdade, do Entendimento e da Compaixão, da Fraternidade e da Solidariedade.
Resta – nos o trabalho de ousar, querer, bater e pedir que o Nous contido na panacéia cardíaca, fruirá em todo nosso ser, nos trará a cura e abrirá nosso ouvido ao som da Palavra Perdida. Mas para tanto é preciso Saber.
A realidade do Templo é onipresente no interior e exterior do ser humano e representativa, tanto do microcosmo quanto do macrocosmo, estando no centro do templo o enigma sagrado do qual a compreensão que dele obtivermos poderá operar em nós a metanóia que modificará nossas vidas.
Tal compreensão nos remetendo ao conhecimento de que em nós há um templo interior, e que nele há o interior do templo que é o seu mais essencial, a fonte originária de todos, aquilo que deve ser buscado para chegar-se ao complexo envoltório, ao invólucro que é a casca do fruto interior que jaz nos templos.
Nessa compreensão cruzamos o umbral do Entendimento pelo qual o Templo Interior se apresenta como indicativo para o templo sutil e para toda a geografia do mundo sutil, mundo velado aos nossos olhos qual tesouro escondido.
Seguindo essa experiência percebamos o templo dentro de nosso corpo e que será através dessa experiência encarnada de cada um de nós que se desvendará esse templo-tesouro escondido.
A propósito da palavra “encarnada” ela evoca a carne, invólucro do verdadeiro homem, do ser de luz recoberto, mas também evoca o sangue, líquen formado na medula dos ossos, sangue cuja cor avermelhada remete-nos à cor tradicional em alguns ritos maçônicos.
Encarnado cujo significado é o vermelho que por sua vez simboliza vontade, desejo.
Vermelho que nos lembra o sangue, sangue que é a força motriz da vida física e da vida espiritual, sangue que traz o selo, a marca divina que nos foi dada a partir do sopro de Deus quando ele formou e criou o Adão primevo e original. ( em hebraico Adão lê-se A (alef =Sopro ) + Dam (dalet+mem = sangue).
Um templo autêntico não pode consistir de um conhecimento impessoal, precisa consistir de uma realidade encarnada, da realidade do homem que está vivendo, ele é fruto de uma experiência pessoal ligada à experiência do viver.
O templo interior é a experiência da Vida e à medida que esse templo é erguido, o homem é regenerado, sobe à presença de Deus, e a Jerusalém Celestial desce à terra.
Percebe – se que o templo interior coexiste com os templos formados, exteriores, e nele o Acima e o Abaixo se juntam indissoluvelmente, os complementares fundamentais (os quatro elementos, os quatro animais bíblicos) se unem, o espaço se transforma em tempo e o tempo em espaço.
Etimologicamente a palavra Templum que desenvolvendo-se do significado de um espaço determinado e dividido de uma certa maneira, vem a desembocar no significado de tempus (tempo) ao relacionar-se uma determinada região do céu (oriente, por exemplo) com uma determinada hora do dia (a manhã, por exemplo).
Tal dualidade se estende aos ciclos dia-noite, inverno-verão, ao movimento dos astros e a ordem sincrônica dos ciclos na terra, e que muito bem estão representados nos templos maçônicos através do zodíaco, das colunas Sol e Lua, das figuras dos 1º. e 2º. Vigilantes (meio-dia e meia-noite)
Por falar em dualidade, é evidente a relação do templo com o aspecto feminino da criação, sendo o templo o recipiente, o lugar no qual se abriga o que desce do céu, a terra fecunda que recebe as águas do macho que é o céu, o que acolhe o conteúdo/Deus, tornando-se o templo obviamente o complemento de Deus que Ele se utiliza para se fixar e criar.
Poder-se-ia dizer que a criação é a formação de dois reinos, o do céu e da terra, a separação do Criador e das criaturas e o templo seria assim como o meio que volta a uni-los.
Verificando ainda o que dizem as escrituras tradicionais aprendemos sobre o mistério da criação e o mistério da redenção e que são estes os mistérios contidos no templo, uma vez que o templo vive dentro da dialética do movimento do mundo, de sua criação e destruição.
E esse mistério e essa dialética se mostra no exemplo do templo simbólico por natureza que é o Templo de Salomão, construído repleto de Inteligência e Sabedoria, mais tarde destruído e seu povo exilado e submergido em “terras estrangeiras” surgindo nesse exílio a promessa de salvação e de retorno ao lugar sagrado em que o Céu se une à terra e onde o templo será reconstruído.
Vemos aí os três aspectos do templo que também são os da humanidade: o templo primeiro arquetípico (Templo de Salomão e/ou Adam Kadmon), o templo destruído (A Queda, adão “peca” e seu corpo de Luz é revestido de uma pele e ele tal qual Israel vive no exílio), e o templo reconstruído ( A Jerusalém Celestial – o retorno do homem ao Paraíso – o Adão reconstruído que reencontra seu corpo glorioso, o Homem-Filho de Deus).
Conhecemos ainda a representação do Templo interior desde a antiguidade passando pela Idade Média e Renascença, como sendo a de uma construção que se eleva no alto da escada que une o Céu e a Terra, em cujo primeiro degrau um homem, arquétipo representante da unidade de todos os diversos, é o significando, significado e significante da união entre o céu e a terra, o qual com um pé apoiado no primeiro degrau, busca ascender os sete degraus até alcançar o raio de sol, manifestação de Deus, que ilumina o umbral do templo da Sabedoria do Senhor em que se terá acesso à Ciência de Deus, simbologia essa inscrita nos painéis de Aprendiz e Companheiro.
O Templo é por assim dizer uma conceituação trina que aponta para três pontos, quais sejam : - 1-uma separação, o corte, um talhar; 2- um lugar habitado por Deus ; 3- e esse mesmo lugar é lugar de contemplação e de reunião com Deus.
Vale observar aqui que o templo interior é uma coisa viva, e que não podemos procurá - lo arqueologicamente como um ponto ou um lugar perdido no tempo ou no espaço, mas sim como sendo algo adormecido e oculto que não sabemos “ver” uma vez que enxergamos apenas com os olhos externos e lidamos tão somente com quantidades e com estruturas formais e temporais.
Se nos for possível fazer cair a venda e “ver” a Luz com o olho interior, perceberemos o templo interior e nele uma fortaleza cujas muralhas nos livrariam das forças do mal, forças que nos tentam continuamente a fim de fixarem em nós a dissolução, a desordem e a desunião.
Experimentamos então ver nessa empreitada o templo ser erigido sobre uma fundação de paz, termo que é tradução de Jerusalém, e que o templo será constructo quando “Israel” conseguir paz à sua volta.
Nessa possibilidade, percebemos que o templo está erguido dentro do circulo dos que procuram a Sabedoria, a Temperança, a Vida, o Bem, aonde vingam os que buscam SOPHIA, no meio dos que buscam aproximar-se do reino dos arquétipos eternos saindo deste mundo perdido.
A propósito da temperança, templo nos dá a entender um edifício esplendido e ornamentado, mas também se infere da palavra templo a palavra temperatura, temperança, e temperança é uma mistura equilibrada, harmônica, o desejo de ficar entre duas extremidades, o multiplicar o menor e reduzir o maior, e toda temperança acontece no interior, no segredo do templo.
Como foi dito, o templo promove a união entre o céu e a terra, e o que é esta união senão o tempero e temperança feita à temperatura do calor do fogo de Deus, a Aliança entre Deus e os homens, o pacto que é força propulsora a nos conduzir ao templo interior onde está contido o Nome de Deus, este nome, esta palavra, este verbo que ao ser conhecido nos liga à perpetua criação de Deus, cujo som gera a ordem perfeita, este nome que os iniciados transmitiam em segredo, sussurrado ao ouvido, como ainda hoje sói acontecer nas lojas maçônicas em rememoração à essa antiga prática.
Retornando um pouco até o ponto em que se diz que a pedra deve ser talhada, nos ensina o Sefer há-Zohar que a pedra vista pelo profeta Ezequiel junto ao rio Kebar, é a pedra fundamental sobre a qual foi construído o Templo, analogia que nos leva até as pedras bruta, cúbica e polida sobre as quais a maçonaria trabalha para iniciar a construção do templo interior do homem renascido, do homem advindo das trevas e da câmara de reflexão e que caminhou para o oriente em busca da Luz, e que no estágio de pedra polida torna-se a pedra posta no centro do templo interior do universo representativo da Aliança de Deus com os homens, o centro que está no templo interior do universo, mas que antes se acha no centro do templo interior do homem reconstruído que é coração e centro do universo.
A Casa do Pai é o templo de nossa origem e nosso princípio e a Ela chegaremos um dia.
Francisco Vilemar F. Costa .’. – M.•. M.•. – GOB/Ce.